
O cenário tributário em 2026 colocou empresas brasileiras diante de duas mudanças importantes acontecendo simultaneamente: a implantação da Reforma Tributária do Consumo e a continuidade da reoneração gradual da folha de pagamento para os setores alcançados pela legislação.
Para empresas do Lucro Real e Lucro Presumido com estruturas relevantes de pessoal, porém, existe uma terceira questão que merece atenção: quanto está sendo recolhido sobre a folha e quanto pode ter sido recolhido indevidamente nos últimos anos?
É justamente nesse ponto que uma mudança tributária deixa de ser apenas preocupação com custos futuros e pode revelar uma oportunidade financeira.
Uma empresa com 100, 300 ou 1.000 funcionários movimenta todos os meses um enorme volume de informações relacionadas a salários, adicionais, benefícios, afastamentos, retenções, RAT/FAP, contribuições destinadas a terceiros e inúmeras outras rubricas.
Multiplique isso por cinco anos.
O cenário tributário em 2026 é uma boa razão para olhar para frente. Mas também é uma excelente oportunidade para olhar para trás.
O que realmente está acontecendo em 2026
A Reforma Tributária entrou em sua fase operacional.
Em 2026, IBS e CBS estão em período de teste. A Receita Federal estabeleceu regras para documentos fiscais e obrigações acessórias e prevê, nas condições determinadas pela regulamentação, dispensa do recolhimento dos tributos de teste para contribuintes que cumprirem as obrigações estabelecidas. (Orientações oficiais da Receita Federal para IBS e CBS em 2026)
É importante fazer uma separação aqui.
IBS e CBS são tributos sobre o consumo. Eles não substituem a contribuição previdenciária patronal incidente sobre a folha.
Portanto, uma empresa pode estar se preparando corretamente para a Reforma Tributária e ainda possuir oportunidades completamente diferentes relacionadas aos seus recolhimentos previdenciários.
Para empresas com grande número de funcionários, essa segunda análise pode envolver valores relevantes.
A reoneração da folha continua avançando
Outro componente importante do cenário tributário em 2026 é a reoneração gradual da folha para empresas anteriormente alcançadas pela desoneração.
A Lei nº 14.973/2024 estabeleceu uma transição gradual entre 2025 e 2027. Portanto, 2026 está no meio desse processo.
O próprio Governo Federal reconhece que a reoneração produz aumento de custos para empresas afetadas e, inclusive, publicou orientações específicas para situações envolvendo contratos administrativos e eventual necessidade de reequilíbrio econômico-financeiro. (Orientações do Governo Federal sobre a reoneração gradual da folha)
Isso torna a folha ainda mais estratégica.
Se determinado custo previdenciário está aumentando, conhecer precisamente a composição dos recolhimentos deixa de ser apenas uma questão operacional.
Passa a ser uma questão financeira.
Um exemplo mostra o tamanho dessa discussão
Imagine uma empresa no Lucro Real com 250 funcionários.
Suponha, apenas para facilitar o exemplo, uma folha média de R$ 1,5 milhão por mês.
Em cinco anos, essa empresa terá movimentado aproximadamente:
R$ 90 milhões em folha de pagamento.
Isso não significa que exista crédito sobre R$ 90 milhões.
Também não significa que determinada porcentagem desse montante possa ser recuperada.
Mas mostra a dimensão da base histórica que pode ser analisada.
Se houver incidências previdenciárias inadequadas, enquadramentos que mereçam revisão ou outros valores legalmente recuperáveis, diferenças proporcionalmente pequenas podem ganhar importância quando acumuladas durante dezenas de competências.
Por isso, no cenário tributário em 2026, uma pergunta bastante simples merece ser feita:
Quando foi a última vez que a empresa realizou uma revisão previdenciária especializada dos últimos cinco anos?
Pagar corretamente hoje não responde tudo sobre o passado
Uma empresa pode possuir uma excelente contabilidade.
Pode ter departamento pessoal estruturado.
Pode entregar eSocial, DCTFWeb e demais obrigações corretamente.
Ainda assim, isso não responde necessariamente se todas as oportunidades previdenciárias existentes no histórico da empresa foram identificadas.
Existe uma diferença importante entre processar corretamente a folha corrente e realizar uma auditoria retrospectiva procurando possíveis créditos.
A segunda atividade exige olhar para grandes volumes de dados históricos com uma finalidade específica.
É aí que tecnologia e especialização fazem diferença.
Onde podem existir créditos previdenciários
Dependendo das características da empresa e da legislação aplicável em cada período, uma revisão pode envolver diferentes componentes da folha e dos recolhimentos previdenciários.
Entre eles podem estar incidências sobre determinadas rubricas, RAT/FAP, contribuições destinadas a terceiros, retenções, compensações e outros eventos com repercussão previdenciária.
Mas existe uma regra fundamental:
crédito tributário não deve ser presumido.
Não é porque uma empresa possui 500 funcionários que necessariamente possui milhões de reais a recuperar.
O tamanho da folha indica potencial de análise, não existência automática de crédito.
Cada oportunidade precisa ser identificada, documentada e juridicamente sustentada.
Essa distinção é especialmente importante no cenário tributário em 2026, quando promessas fáceis de redução tributária podem representar um risco tão grande quanto deixar créditos legítimos sem aproveitamento.
O eSocial tornou a folha uma enorme base de dados
A digitalização das obrigações trabalhistas e previdenciárias também mudou profundamente a capacidade de analisar uma empresa.
Hoje, uma quantidade enorme de informações está estruturada digitalmente.
Para uma organização com centenas ou milhares de funcionários, fazer uma revisão exclusivamente manual seria um trabalho gigantesco.
É justamente por isso que soluções tecnológicas ganharam espaço na auditoria tributária e previdenciária.
Elas permitem cruzar grandes volumes de informações e procurar situações que merecem análise técnica.
A tecnologia, entretanto, não transforma qualquer diferença em crédito.
Ela ajuda a localizar oportunidades que depois precisam ser validadas.
O cenário tributário em 2026 também pode ser uma oportunidade
É natural que empresários olhem para mudanças tributárias pensando primeiro no que poderá custar mais.
Mas existe outra perspectiva.
Uma empresa que está revisando processos para enfrentar a Reforma Tributária pode aproveitar o mesmo momento para revisar sua estrutura previdenciária.
Isso significa analisar simultaneamente:
o que mudará daqui para frente e o que aconteceu nos últimos cinco anos.
Para empresas com folhas relevantes, essa combinação pode ser particularmente interessante.
Imagine uma indústria no Lucro Presumido com 180 funcionários que nunca realizou uma revisão previdenciária especializada.
Ou uma transportadora no Lucro Real com 600 colaboradores e várias unidades.
Ou ainda uma empresa de serviços com 120 funcionários e diferentes categorias profissionais.
Nenhuma delas pode afirmar antecipadamente que possui créditos.
Mas todas possuem escala suficiente para que a pergunta faça sentido.
Como a AG TaxTech entra nessa análise
É justamente nesse ponto que entra a parceria da GoNegócios com a AG TaxTech.
A atuação é direcionada a empresas do Lucro Real ou Lucro Presumido com mais de 50 funcionários, especialmente organizações com operação consolidada e folha relevante.
A proposta não é partir de uma promessa de recuperação.
É partir de dados.
A AG TaxTech utiliza tecnologia própria, incluindo a plataforma Athena™, para realizar o mapeamento das informações previdenciárias da empresa e identificar possíveis oportunidades.
Segundo informações institucionais da AG, sua operação existe desde 2010, já alcançou mais de 12 mil organizações e identificou bilhões de reais em créditos.
Esses números mostram a experiência e a escala da empresa, mas não determinam quanto um novo cliente poderá recuperar.
Cada empresa precisa ser analisada individualmente.
O RTI responde à primeira pergunta sem custo
Na parceria entre GoNegócios e AG TaxTech, o primeiro passo é o RTI — Relatório Técnico Inicial.
Ele existe justamente para evitar especulação.
Em vez de dizer antecipadamente que determinada empresa possui créditos, é realizada uma análise inicial para verificar se existem oportunidades que justifiquem avançar.
O RTI é realizado sem custo para a empresa e fica pronto normalmente em 10 dias úteis.
Isso permite que empresário, diretor financeiro, contador ou responsável tributário tome uma decisão baseada em informações concretas.
Pode não existir oportunidade relevante.
Pode existir uma oportunidade pequena.
Ou a análise pode identificar valores suficientemente importantes para justificar uma etapa posterior.
Antes do diagnóstico, qualquer número seria apenas uma suposição.
Por que fazer essa análise justamente agora
O cenário tributário em 2026 já está exigindo atenção das empresas.
A Receita Federal confirma que este é o ano de teste do IBS e da CBS, enquanto a transição completa do novo sistema seguirá pelos próximos anos. PIS e Cofins deixam de existir em 2027, enquanto a substituição gradual de ICMS e ISS pelo IBS ocorre entre 2029 e 2032, chegando ao modelo integral em 2033. (Cronograma oficial da Reforma Tributária do Consumo)
Portanto, as empresas já precisarão revisar sistemas, processos, contratos, preços e planejamento tributário.
Para organizações com folhas expressivas, existe uma oportunidade adicional:
incluir a revisão previdenciária nessa agenda.
A empresa não precisa esperar um problema aparecer para descobrir como sua folha está estruturada.
Também não precisa presumir que possui créditos.
Pode simplesmente verificar.
Em tempos de mudança tributária, informação vale dinheiro
Talvez essa seja a principal conclusão sobre o cenário tributário em 2026.
Empresas precisarão tomar muitas decisões nos próximos anos.
Algumas envolverão IBS e CBS.
Outras envolverão preços, contratos e sistemas.
E, para empresas com grande número de funcionários, algumas poderão envolver milhões de registros históricos relacionados à folha de pagamento.
É justamente nesse universo que podem existir oportunidades previdenciárias ainda não identificadas.
Para empresas do Lucro Real ou Lucro Presumido com mais de 50 funcionários, a parceria GoNegócios + AG TaxTech permite começar essa investigação pelo RTI, sem custo e antes de qualquer decisão sobre eventual recuperação.
A pergunta não é:
“Quanto minha empresa tem para receber?”
A pergunta correta vem antes:
“Existe algo para recuperar?”
E essa resposta precisa vir dos dados.
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